
É sabido que o vôo dá uma sensação de liberdade e bem estar inigualável mas não são todos os pilotos que conseguem esta liberdade. Não conseguem por não estarem conscientes o suficiente para reconhecerem seus limites e muitas fobias e medos surgem durante o vôo, que sufocam e apagam da memória a liberdade e o prazer de voar. Depois do vôo estes pilotos lembram apenas dos perigos que acompanharam o vôo, esquecendo-se de que estavam voando. Estes pilotos são os sobreviventes de um vôo ao invés de reconhecerem-se como pilotos. Esqueceram-se, simplesmente, de que fazem parte daquela pequena parcela da humanidade que domina a arte de voar. Essa é a idéia: VOAR, ao invés de SOBREVIVER a um vôo.
A segurança deve vir em primeiro lugar, e cabe a cada piloto reconhecer seus próprios limites. É bom saber que o seu melhor amigo, que já voa, ou está aprendendo, ou que se formou ontem, tem limites próprios que não são os seus. Um bom piloto voa no seu próprio limite, não no limite dos outros. Reconhecer-se é o primeiro passo no caminho da perfeição. Existem, também, vários tipos de pilotos. Muitos voam pelo prazer. Outros voam para chamar a atenção da família, da namorada, dos amigos ou para saciar o próprio ego provando o que podem fazer. Saiba reconhecer-se. Pilotos que voam para os outros, para as câmeras e flashes, tem carreira curta. A platéia que aplaude uma manobra arriscada é a mesma que aguarda o momento da sua queda. Um bom piloto, corajoso e inteligente é aquele que consegue encarar a platéia, dobrar o equipamento e descer a montanha de carro ao pressentir qualquer ameaça à segurança do vôo.
Isso é voar com respeitando seus limites.
"Feliz é aquele que transfere o que sabe sem querer nada em troca"

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